
Nesta sexta (28), a Frente pela Vida realiza, no Rio, a 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde. Centenas de delegados do movimento sanitário e social discutem os caminhos da Reforma Sanitária e um programa para ampliar o direito à saúde
Por Outra Saúde
Nesta sexta-feira (28), centenas de pessoas se reúnem no Rio de Janeiro (RJ) para a realização da 2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde. Essa é a etapa nacional de um processo de mobilização que convocou dezenas de plenárias locais em todo o país nos últimos meses para debater o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Reforma Sanitária. O encontro é promovido pela Frente pela Vida, uma articulação de entidades históricas do movimento social e sanitário.
A programação que leva os trabalhadores e militantes ao auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) nesta manhã segue até o final da tarde. As atividades do encontro se iniciam com o painel A construção do SUS nos tempos atuais, reunindo nomes como Sonia Fleury, Fernando Aith e representantes do movimento popular, sindical, negro, indígena e de mulheres. Depois, segue para um ato político, em que um representante do presidente da República e candidato à reeleição, Lula, receberá uma carta-compromisso dos movimentos sociais (leia o documento completo).
Por fim, à tarde, uma plenária geral discutirá uma série de propostas que serão levadas à 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para o ano que vem. “No momento crítico que estamos vivendo, de disputa de projetos na sociedade, nós consideramos que é importante levarmos a nossa agenda de um SUS 100% público, financiamento estável, a carreira de Estado para os profissionais da saúde, a questão ambiental, a questão da soberania sanitária”, explica Lúcia Souto, membro da operativa da Frente pela Vida e coordenadora do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde.
A primeira edição da conferência, em 2022, também entregou uma carta-compromisso ao então candidato Lula, que enfatizava a importância de defender “o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, e o princípio da universalidade de acesso, garantindo o direito aos serviços e produtos de saúde a todas as pessoa”. O documento também pedia a revogação do teto de gastos, “para que o Estado retome um crescente investimento público na saúde”. À época, este boletim promoveu uma cobertura completa do processo de conferências.